10 de dez de 2013

Doce segundafeira

28/11/2013
20:30:48
"E por isso assusto o amigo que ainda se mantem casto. Por isto procuro o isolamento, porque minha simples presenca, o mais ligeiro contato com os outros ja cria um ambiente pestilento e insuportavel."
[J. L. Mora Fuentes . Exercicio Dialetico para o Gozo]

25/11/2013
21:18:56

apropriado por matheus matheus
Musica Mais Bonita do Mundo de Hoje: O Antipatico, dos BOB (Bide Ou Balde). Minha cara... "E nunca vou fazer exatamente o q vc acha que eu va fazer." --=+ !

05/11/2013
17:21:53
Status: revendo Gainsburg, uma biografia, caymmicamente. Depois da mensagem anterior, eu mereco! --=+ !

02/11/2013
15:57:12
Mentiroso! Sao 16:46. Clarice: instante-ja. --=+ !

02/11/2013
15:46:16 [horário de verão?]
Acendi um incenso dadaistica e ritualisticamente. Pelos q se foram e pelos que virao e pelos quatrivinte q deixei passar no relogio sem perceber [quando me dou conta ja eh quatrivintium quatrivintidois e tres e tal etc ce sabe como eh: quem muito fala pouco faz]  e pelos pelos da barba q tenho preguica de fazer e deixo crescer ate incomodar ao tomar sopa. Vai chegar um ponto em q n vou precisar me barbear? Vai chegar um ponto em que o sol depilarah minha barba? Quicah minha cara.
[eU c citacao de Xis]
--=+ !

02/11/2013
15:41:02
"Quando eu tinha 12 anos eu vi um filme chamado A Tulipa Negra, c Alain Deloin, e me apaixonei pelo Alain Deloin, e pelo filme, e pelo nome Tulipa."
[mae da Tulipa, segundo a propria (Tulipa)] --=+ !

apropriado por matheus matheus
e se lembrou de qndo era uma crianca e de tudo que vivera ate ali e decidiu entrar de vez naquela danca se a via-crucis virou circo estou aqui #faroestecaboclo

03/10/2013
20:58:31
Mataremos a fome mundial c a Maravilhosa Cozinha de Estamira, mostrando as vantagens da culinaria a base de fungos, enlatados c a validade vencida e palmito achados no lixo. Alta burguesia vai curtir e compartilhar. É limpinho. Nao envolve matança de animais --==+ ¡ 

02/10/2013
01:44:00

vida de gato

"Eles, os outros, não sabem de nada, são rasos, fazem barulho, invadem meus ouvidos como agulhas quando estou dormindo, sujam meu templo, maculam minha morada, estupram minha vida."

[Clara Averbuck Vida de Gato] --=+ !

21/08/2013
15:02:51

apropriado por matheus matheus

24 de mar de 2011

18 de mar de 2011

13 de jun de 2010

MEU ANIVERSÁRIO

Meu abraço que sempre vai ser torto. Pourquoi? Não tenho a menor vontade de consertar. Nem adianta tentar. Que nem meus dentes da frente. Perdi e não rio mais. Sonhar não paro porque é vicio. Como tantos outros que tenho. Fluxoema intransferível. Sopro. Gás. Full.


exclusividade pro impressão crua, no aniversário do matheus matheus

29 de abr de 2010

Rita Lee?
Ih...

Com todo prazer
Quando a governanta der o bode
Pode crer que eu quero estar com você
Superstar com você

Há muito tempo uma mulher sentou-se
E leu na bola de cristal
Que uma menina loura ia vir de uma cidadeindustrial
De bicicleta
De bermuda
Mutante
Bonita
Decidida
Cheia de vida
Etcétera e tal

Rita Lee?
Ih...


apropriado por matheus matheus

7 de abr de 2010

10 de mar de 2010

a foz

CIA P'ATUÁ traz "São Francisco de Assis à Foz" em duas apresentações no Teatro Marília.
Prêmio de MELHOR ESPETÁCULO, MELHOR DIREÇÃO E MELHOR ATOR, o espetáculo fará duas únicas apresentações, no Teatro Marília, neste sábado, dia 13/03 e na segunda, dia 15/03.


SÃO FRANCISCO DE ASSIS À FOZ


SINOPSE


A tocante história do amor contagiante de um homem que busca a Deus ao lado da história da força de um rio que busca o mar. Uma fusão poética do santo e do rio.
Melhor Espetáculo de 2009(Sesc-Sated/MG) fala de Francisco de Assis, que abre mão de riquezas para servir aos pobres. Ao mesmo tempo, fala do rio São Francisco que nasce em Minas e atravessa o sofrido sertão nordestino para chegar à foz.
Espetáculo de intensa emoção e beleza, ganhador também dos prêmios de Melhor Diretor e Melhor Ator.
“Eu sou molécula de água, Deus é mar


SERVIÇO;
SÃO FRANCISCO DE ASSIS À FOZ
TEATRO MARÍLIA - INF: 3277-4707
SÁBADO - 13/03 - 18HS
SEGUNDA - 15/03 - 19HS
INGRESSOS: R$ 4,00 INTEIRA E R$ 2,00 MEIA 
OBS.: ENTRADA GRATUITA AOS DEZ (10) PRIMEIROS DA FILA, DE CADA DIA.
A Cia P'atuá apresenta São Francisco de Assis à Foz, espetáculo dirigido por Glicério Rosário e Geraldo Octaviano. A montagem tem como fonte inspiradora o romance O pobre de Deus, de Nikos Kazantzakis, e se valeu de materiais diversos sobre a vida do santo e de estudos e debates sobre a sobrevivência do Rio São Francisco. Evitando o lugar comum de reconstituir lendas da vida do santo ou de lançar um discurso sobre preservação ecológica, a encenação funde os dois São Franciscos, "homem" e "rio", para falar de Amor. A montagem propõe uma reflexão para este tempo de conflitos políticos, geográficos, religiosos, culturais; para este tempo em que os desenvolvimentos materiais aumentam a distância entre as pessoas. O Amor torna-se símbolo de elevação e de integração.

São Francisco de Assis à Foz é um desafio a uma interpretação intensa. Junto à necessidade de um trabalho consistente de teatro físico, a montagem demanda um, igualmente intenso, trabalho de expressão vocal. Entre momentos narrativos e musicais, o texto explora a poeticidade do som das palavras, dando qualidade melódica à dramaturgia. Em cena, Glicério Rosário, ator, diretor e dramaturgo que integrou importantes grupos de teatro de Belo Horizonte. O ator segue sua linha de investigação cênica: pesquisa das potencialidades expressivas do ator, investindo nas soluções a partir das possibilidades vocais, corporais e criativas do intérprete, trabalhando com cenário/figurino despojados e de variadas simbologias.

Uma equipe competente confere qualidade artística ao tema. Os elementos cenográficos trazem concretude e metáfora, criando uma ambientação propícia a uma encenação forte: pedras, água e areia carregam funções conceituais e narrativas. A iluminação reforça a poética da encenação, ambientando um sertão ou extraindo das pedras, em sombras e penumbras, figuras que lembram expressões humanas. A trilha aposta nos ruídos de elementos naturais, silêncios e timbres que se harmonizam com a aridez cenográfica. Na história do homem que encontra vários percalços em direção a Deus, os mesmos elementos sugerem sentidos ampliados no percurso do rio que encontra obstáculos para chegar ao mar.

São Francisco de Assis à Foz é uma interpretação poética e visceral da vida do homem de Assis, ambientado e transfigurado no rio que integra o sudeste e o nordeste brasileiro. Conceitualmente e esteticamente, a montagem une o sertão e a cidade italiana de forma anacrônica, dando atemporalidade e universalidade ao Amor.



2 de fev de 2010

sarau é vento

    Aconteceu mais um evento na Praça da Estação nesse último domingo (31/01/10-19:00). Foi um sarau, que pela própria realização já põe por terra vários sentidos atribuídos a esse termo, a um evento desse tipo.
    Primeiro sentido, a definição de dicionário. De que sarau seria um evento particular, na casa de alguém.
    Segundo, de que sarau seria um evento puramente cultural. Este foi um questionamento - desobediência - de um decreto do prefeito de BH que proíbe "a realização de eventos de qualquer natureza na Praça da Estação, nesta capital". Esse fato, e suas repercussões, já estão sendo amplamente difundidas pelas mídias mainstream e alternativas. Mais informações podem ser encontradas aqui.
    Terceiro, o senso comum de que sarau seria algo realizado por e para intelectuais, artistas. Essa imagem de um evento elitizado, onde as raras oportunidades de alguém comum ser ouvido são uma idéia intimidante e desconfortável. Microfones, palcos, olhares, livros, mais livros, platéia e artistas hierarquizam algo tão simples como reunir para trocar poesia. Isso é causa de muitas experiências constrangedoras e até humilhantes de pessoas tímidas ou simplesmente não aceitas ou consideradas ignorantes, indesejáveis pelos organizadores. Aqueles, excluídos do restrito círculo considerado produtor de cultura-arte, estariam condenados à condição de público - passivo.
    Mais significativas que as situações nocivas que acontecem são as que deixam de acontecer devido a tal estrutura. Em Belo Horizonte são muito escassos os espaços de troca literária. E os que existem são restritos e fechados em algum sentido. Pode-se enlouquecer imaginando quantos encontros e trabalhos e trocas deixam de acontecer...
    Uma rara, senão a única, exceção era o Sarau Urbano que aconteceu por pouco mais de um ano na Praça da Liberdade até definhar por falta de gente. Por mais que os saraus fossem abertos, horizontais e autogeridos, uma característica deles era de serem encontros principalmente de um determinado círculo de amizades. Naturalmente os interesses, disponibilidades e até amizades se dispersam. Isso ajuda a entender este final e a contrastar com o novo espaço aberto, na outra praça.
    O sarau de domingo foi um evento específico, ainda recente. Foi divulgado em vários círculos e canais. Dos resultados interessantes disso, a variedade de tipos (e origens e intenções) sentados em círculo num espaço público comumente ocupado apenas como passagem. Encontros empolgantes aconteceram, textos inéditos de qualidade foram lidos e ouvidos, amizades e contatos se firmaram. Não foi preciso microfone nem palco nem nenhuma aura de arte para cerca de 30 pessoas se ouvirem. Mesmo os mais receosos de uma reunião hierarquizada ou frustrada saíram de lá sorrindo e com vontade de mais.
    Isso abre caminho para a reconstrução do significado do termo sarau. Independente da frequência ou da efemeridade ou de uma possível periodicidade desse novo tipo de evento, sarau é vento. Por que não significar por poesia? Se soa menos limitante que um decreto. As metáforas do movimento, da multipresença, do anonimato, da mudança, do natural são apenas começo para a (re)identificação do sarau. E dado o contexto específico, o trocadilho foi inevitável...
    Houve o desejo de um novo encontro na Praça da Estação. Maiores detalhes em breve também serão encontradas aqui.
    É claro que isso é apenas mais uma entre as muitas formas de ocupação da praça e da cidade. Essa ação não exclui de forma nenhuma a necessidade de outras, de caráter ainda mais provocativo. Um decreto como esse deve ser combatido e derrubado junto com a política higienizante e excludente em que ele se apoia eque ele afirma. Entender a eficácia limitada de manifestações isoladas como a Praia e este sarau é fundamental para não cair numa esquizofrenia cômoda. Nada tira a legitimidade desses eventos, mas só a soma de suas insistências é capaz de resistir. Ocupar é imediatamente necessário. Surpreender é vitalmente tático.

texto originalmente publicado em Praça Livre BH

19 de nov de 2009


7 de nov de 2009

Ryot IRAS




http://ryotiras.com/?p=1525

5 de nov de 2009

Corpo Histérico

Você não precisa dizer mais nada
Que ainda consigo escutar
O som do vazio das suas palavras de adeus
Que seus olhos não param de gritar:

Pra onde você vai agora?
Por onde irei te procurar?
No futuro da minha memória
Você está comigo em todo lugar

Todo o meu corpo em total histeria
Sussurra esse grito no ar
Sempre repete a mesma melodia
Que muda de cor sem parar

Pra onde você vai agora?
Por onde irei te procurar?
No futuro da minha memória
Você está comigo em todo lugar

Você me acusa de nunca saber
Como entender suas leis
Mas, como é que eu pude deixar me perder
Se eu nunca sequer me encontrei?

Pra onde você vai agora?
Por onde irei te procurar?
No futuro da minha memória
Você está comigo em todo lugar

2 de nov de 2009

autobahn

Estamos dirigindo na auto-estrada
Em nossa frente há um amplo vale
O sol está brilhando com raios reluzentes
A pista é uma trilha cinza
Faixas brancas, lateral verde
Ligamos o rádio
Do alto falante soa:
Estamos dirigindo na auto-estrada

ulysses

While I sit in here, a sentimental face stares
And a voice says hi so
So what you gotta what you gotta disdain
C’mon let’s get high
C’mon look so, you got next oh
Walk twenty five miles oh
Well I’m bored I’m bored
C’mon let’s get high

C’mon let’s get high
C’mon let’s get high
High

Well I found a new way
I found a new way
C’mon doll and use me
I don't need your sympathy

La, la la la la
Ulysses
I'll find a new way
I'll find a new way, baby

My Ulysses, My Ulysses
No, bet you are now, boy
So sinister, so sinister
Last night was wild
What’s a matter there, feeling kinda anxious?
That heart that grew cold
Yeah everyone, everybody knows it
Yeah everyone, everybody know it
Everybody knows I

La, la la la la
Ulysses
I'll find a new way
I'll find a new way, baby

La, la la la la
Ulysses
I’ll find a new way
Well I'll find a new way, baby oh …

Oh, then suddenly you know
You're never going home
You're never you're never you're never you're never you're never you're never
You're never going home.

Not Ulysses, baby.
No, la la la la whooo whoo
You’re not Ulysses, whooo whoo
La la la la, whooo whoo

11 de out de 2009

BERLIM É NA ALEMANHA

para Jorge Furtado

Dizem  que Berlim é na Alemanha e eu até meio que acredito que isto seja verdade, mas nunca fui lá pra conferir. Antes a Alemanha se dividia em duas, oriental e ocidental. Nesta época lá moravam os Kraftwerk, a Christiane F., o Detlef R. e o David Bowie, que não é necessariamente alemão, mas gosta muito do país e dos Kraftwerk. Nem sei porque comecei a falar disto, já que o que eu ia mesmo dizer é que adoro cinema alemão mesmo tendo visto pouquíssimos filmes. Gosto pdo cinema alemão pela praticidade, a frieza e a fata de calor humano com que eles enfrentam a vida, ou seja, as cenas. Não que eu acredite que eles sejam exatamente daquela forma que aparecem na tela. Mas a arte não seria uma tentativa de imitar a vida? Ou seria o contrário? Sei lá, eu nunca acerto. Também gosto muito do Bowie e dos Kraftwerk e de um montão de outras bandas. Também adoro o glamour decadente dos junkies.


Acho triste o vício em drogas pesadas mas acho que junkies são tão sinceros quanto a admitirem serem representantes legítimos da raça humana: egoístas, mesquinhos e inconsequentes. Até já escrevi um texto chamado O Exílio tendo o Detlef como imagem. Texto esse que distribuirei para os bons e para os maus que me encontrarem no Indie deste ano. O Indie é uma mostra de cinema mundial que passa filmes do mundo inteiro, inclusive da Alemanha. Inclusive numa das edições anteriores passou um filme alemão superbacana que eu queria ter visto e não vi porque não deu, a fila tava grande... Chamava-se Berlim é na Alemanha e eu achei esse título o máximo, tanto que fiquei querendo ver antes mesmo de ler a sinopse, porque este título é uma coisa tão óbvia que chega a ser bem humorado. E eu achei o título tão bacana que acabei roubando ele para este texto. Gosto de coisas óbvias e bem humoradas embora (continua)


Quase sempre o que eu escrevo seja obscuro e pessimista. Um cara que consegue fazer boas coisas teen, leves e otimistas sem ser um completo idiota é o Jorge Furtado que, entre outras coisas, fez um filme tribacana chamado Uma Vez Dois Verões. Trilha sonora da melhor banda do mundo fazendo cover do Walter Franco:
Tudo é uma questão de manter
A mente quieta
A espinha ereta
E o coração tranquilo.
A melhor banda do mundo pode não ser a mesma para mim e para você, mas com certeza é a mesma para mim e para a Érika Machado. Não vou contar, vai por dedução. Voltando ao Jorge, os filmes dele são bons porque tem gosto de flerte e sexo na adolescência, crimes cômicos e ultrainteligência. Também são um pouco frios e desencantados como os alemães, mas bem menos blasé e mais, digamos, dinâmicos. Afinal Porto Alegre é no Rio Grande do Sul e este, dizem, é no braZil.
E da duas?! Amora. Beijo no canto da boca.
"Assim como os frutos são resultado da fecundação de flores, as infrutescências são, a rigor, o resultado da fecundação de flores de uma inflorescência, como um cacho de uvas por exemplo. (...) Alguma infrutescências são conhecidas popularmente e vendidas como frutas, como por exemplo abacaxi, jaca, amora e figo - os verdadeiros frutos são os pequenos gomos encontrados nestas estruturas." bom dia! pelo jeito, eu estava errada!


apropriado por ana
Rita Lee?
Ih...

Com todo prazer
Quando a governanta der o bode
Pode crer que eu quero estar com voê
Superstar com você

Há muito tempo uma mulher sentou-se
E leu na bola de cristal
Que uma menina loura ia vir de uma cidade industrial
De bicicleta
De bermuda
Mutante
Bonita
Decidida
Cheia de vida
Etcétera e tal

Rita Lee?
Ih...



apropriado por matheus matheus
"Zumbi era Lampião

Lampião era Zumbi"


apropriado por matheus matheus

21 de set de 2009

UM POEMA COM TEU NOME

Ar
E Vapor
Discípulas de Anais
Jaz
Jazz
Jazzz
De olhos bem fechados
Mas bem acordado
Dar perdido
Ninguém liga
E se ligar não se atende
Depois se explica
Há melhor justifica?¹
Volume no bolso traseiro
Sem palavras sorteadas
Ziper fechado
Gavião
O melhor gozo é o que ainda não explodiu
Viver é pelo gozo
Só pelo gozo
Feito Canção
Feito Notre-Dame-des-Fleurs
Caio
Viver é pelo risco
Que vai dar em jorro
É só por ele que se vive
Por nada mais


¹nota do editor²: é isso mesmo?
²puta que pariu.

21 de ago de 2009

amaciar dureza

e viveu uma semana
foi-se o ano, foi-se Ana
destinada a caminhar os seus passados lentos

sem trabuco, sem trambique
Ana ia com seu pique
seu destino a transitar, sertão cantiga e vento

ela foi um desacato, um descarrego
tantos regos
refletindo seus momentos, santos sentimentos

ela não podia crer nos deuses
Madre Pedra, Padre Zé
na lua viu jornadear
lua de sonho, lua de vida
por onde passou sentiu o seu destino
amargurado,
pequeno, coitado, calado, jorrado
seus mimos, seus sinos, seus anos passados.
na vida, amaciar dureza.
na vida, amaciar.

e viveu uma semana,
era Ana, eram anos
quanta vida enclausurada nesse mundo tempo
era a cor dos seus cabelos,
tantos erros, tantos zelos
vida a passar os momentos deglutindo ventos

ela só podia crer num deus
sai da igreja, resta a fé
jornadas viu sob o luar
sonho de lua, vida de lua
por onde passou, sentiu o seu destino
despedaçado
atado, vidrado, trincado, cortado
seus vícios, seus mortos, seus caminhos tortos
na vida, amaciar dureza
na vida amaciar...


http://www.graveola.com.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=112:05-amaciar-dureza&catid=71:cd&Itemid=101

22 de jul de 2009

Hand In Glove

Hand in glove
The sun shines out of our behinds
No, it's not like any other love
This one is different - because it's us

Hand in glove
We can go wherever we please
And everything depends upon
How near you stand to me

And if the people stare
Then the people stare
Oh, I really don't know
And I really don't care
(Kiss My Shades)

Hand in glove
The Good People laugh
Yes, we may be hidden by rags
But we've something they'll never have

Hand in glove
The sun shines out of our behinds
Yes, we may be hidden by rags
But we've something they'll never have

And if the people stare
Then the people stare
Oh, I really don't know
And I really don't care
(Kiss My Shades)

So, hand in glove I stake my claim
I'll fight to the last breath
If they dare touch a hair on your head
I'll fight to the last breath

For the Good Life is out there somewhere
So stay on my arm, you little charmer
But I know my luck too well
Yes, I know my luck too well
And I'll probably never see you again
I'll probably never see you again
I'll probably never see you again
I'll probably never see you again...

7 de jul de 2009

REZA DE MÃO SEPARADA

Tenho andado cansado
Queria um conselho
O que fazer com ela ?

Agente briga todo dia
Ja não há mais alegria
E quando a mando embora
É que eu corro atrás
O que fazer com ela, o que fazer de mim...

Eu caminho olhando pro chão
Até alguém me esbarrar
Então é melhor ir por outra rua

Onde ninguém mais passa
Não tem casa, não tem praça
Só prédios antigos de ninguém
O que fazer de mim, o que fazer de mim...

Não tenho santos pra rezar
A minha reza é aceitar um dia a mais

Como se eu fosse um fantasma
É que me olha e não vê nada
Como se nada aconteceu

O que fazer de mim, o que fazer de mim...


http://tramavirtual.uol.com.br/letra.jsp?idMusica=247609
apropriado por matheus matheus
Ultimamente costumo, nos momentos mais inesperados, sacar um certo livro amarelo da bolsa e oferecendo-o como se fosse substância ilícita e subversiva digo: toma. Abre em qualquer página e lê o primeiro verso onde teus olhos caírem, em voz bem alta, como um crente ora, com megaphone na garganta. É pelo desespero e pela surpresa que vivo.

17 de mai de 2009

marcos contra o gilete


marcos assis dioli karol penido


9:20 da manhã pátio do prédio de humanas da fumec rua cobre 200


poesia


poesia


15 de mai de 2009

Adão e Eva no Paraíso de Pedra

Marcos, blza maninho!??/
já lhe mandei o video da apresentação que fizemos dentro da banheira do banheiro do bar da clau?
se não olha o video novamente aí, o áudio tá ruim, não é mera coincidência os áudios estarem ruins, é que somos amadores mesmo e o equipamento também.
hehehehe
abração,
dioli
"Quebre a sua televisão
Deixe o automóvel na garagem
Arranje um amor um só de cada vez
Leia algum grego todo dia

Vê se mora na filosofia
Que o homem precisa é de filosofia
Depois vem a arte e algum prazer
Cheio da cor púrpura do entardecer."


apropriado por matheus matheus

THE ORIGIN OF SPECIES

"Assim, o Sr. Wallace, que recentemente chamou a atenção para esse assunto, demonstrou que, no arquipélago malaio, as fêmeas de algumas espécies de borboletas apresentam regularmente duas ou mesmo três formas absolutamente distintas que não estão ligadas a qualquer variedade intermediária. Fritz Muller descreveu casos semelhantes, mas mais extraordinários ainda, entre os machos de alguns crustáceos do Brasil."


apropriado por ana

A PALAVRA CERTA

Atravesso a noite com um verso que não se resolve
Na outra mão as flores como se flores bastassem
Espero

Não funcionam luzes, telefones, nada se resolve
Trens parados, carros enquiçados, aviões no pátio
Esperam

A chave que abre o céu daonde caem as palavras
A palavra certa que faça tudo andar


apropriado por matheus matheus
"e ajeitava o meu caminho pra encostar no teu..."


apropriado por luana

31 de mar de 2009

UM FABULOSO DESTINO

Tudo será precioso. Se acontecer diferente é porque era pra ser. O menor gesto meu afeta o resto. O maior gesto meu faz sentido apenas para mim. Auxiliar quem precisar, ainda que não grite por socorro. Ainda que para criar ilusões. Janelas - telas. Neste mundo caótico, alguém do meu lado que me leve para passear num lugar do coração. Neste mundo caótico, não obter glória às custas de bondade forjada: ser anônimo, comedido, livre, até onde der pra ir. Vagar leve, inabalável, por estes caminhos onde bonança, ocaso, suspense, luxúria, fascínio, assombro, desejo, risco e descanso caminham lado a lado.


sem palavras 88
"No mundo do eterno retorno, cada gesto carrega o peso de uma insustentável leveza."


apropriado por matheus matheus
"Quando penso no que já vivi, parece que fui deixando meus corpos pelos caminos."


apropriado por matheus matheus

AQUELES DOIS

"Desde o princípio alguma coisa - fados, astros, sinais, quem saberá? - conspirava contra (ou a favor, por que não?) aqueles dois. Que mais restava àqueles dois senão, pouco a pouco, se aproximarem, se conhecerem, se misturarem? Pois foi o que aconteceu. Tão lentamente que mal perceberam."


apropriado por matheus matheus

É PROIBIDO PISAR NA GRAMA.

o jeito é deitar e rolar


apropriado por ana

(bom dia senhor poeta!)
"a uma hora dessas, por onde andará seu pensamento, terá os pés na areia em pleno apartamento... onde? leme luanda..."

apropriado por lari

25 de jan de 2009

"o dia estava em condições de boca para as borboletas."


apropriado por ana
batuco
espero
imploro
desisto
percorro um caminho tão reto, que não me deixam nem parar pro café
meu vestido é vermelho com desenhos brancos
e eu me pergunto o que é que isso tem a ver com a minha agonia
o ônibus ao lado arranca o corpo do chão com um latido nervoso do motor
não é bom ficar sozinha nem acompanhada demais
bom é virar pasto, pra melhor se misturar aos cavalos
"Papéis sem conta sobre a minha mesa
O vento espalha as cinzas que deixei
Em forma de poemas antigos relidos
Perdido enfim confesso até chorei
Nada mais importa
Meu samba sem razão se acabou
Um sonho foi desfeito
Alguma diz
Preciso abandonar os versos que já fiz
Nada de novo capaz de despertar minha alegria
O sol o céu a rua
Um beijo frio um ex-amor
Alguém partiu alguém ficou
É carnaval
Eu gostaria de ver essa tristeza passar
Um novo samba compor
Um novo amor encontrar
Mas a tristeza é tão grande no meu peito
Não sei pra que a gente fica desse jeito."


apropriado por matheus matheus
"hoje é o primeiro dia do resto da sua vida e da minha também"

POEMA PARA MARCOS

e quando eu lhe soprasse a espuma e ele fizesse cara de que compreendeu, eu saberia que o fiz feliz por um momento

(negócio que eu fiz pro cê há mais de um ano, mas tinha esquecido de te mostrar)
"
web:Mandei um resumo bacana de parasito pro seu e-mail, conferi l?!
Diego

Enviada:
1/12/2008
00:35:24

"



até hoje nunca chegou nenhum e-mail de parasito...


...eu conheço algum diego?
o por olhos ali
familiares.


apropriado por matheus matheus

11 de dez de 2008

PALAVRAS SORTEADAS

"Estas frases que digo agora
Se espalham contra o vento
São escritas, não pensadas
Pelas mãos deste momento
Se eu falasse muito alto chamaria atenção
Dessa gente que está perto
E analisa a minha opinião

Vou fechar os olhos
E fingir que estou sozinha
Prender a minha respiração
Desligar os ouvidos, voar, sair do chão
E ficar flutuando pelo ar

Mas que pena!, é só brincadeira
Como contar as estrelas do céu
Personagens de estórias não fogem
Cumprem o mesmo difícil papel
De qualquer maneira eu vou

Vou fechar os olhos
E fingir que estou sozinha
Prender a minha respiração
Desligar os ouvidos, voar, sair do chão
E ficar flutuando pelo ar

As tais frases que eu disse então
Já se foram com o vento
São palavras sorteadas
Pois não valem documento."


apropriado por matheus matheus

20 de nov de 2008

Deusa de assombrosas tetas, la leche buena toda en mi garganta, la mala leche para los puretas!

apropriado por ana
"Ninguém me ama
Ninguém me quer
Ninguém me chama de Baudelaire."

(dever de casa:
De quem seria a autoria nefelibatíssima destes versos?
Des cubra!)

apropriado por matheus matheus


resposta:
Antônio Maria

"Depois de alguns anos, nem AM agüentava mais "Ninguém me Ama". Certa vez, entrou numa boate e o pianista, vendo-o, começou a tocar a música. AM antecipou-se ao cantor e se autoparodiou:
'Ninguém me ama
Ninguém me quer
Ninguém me chama de Baudelaire...' "

30 de out de 2008

Catre-Velho é um traste pessoal à-toa. Nossa mãe falava: Não vale um cabelo. Não serve nem pra remendo. Só presta pra cantar e tocar violão. Catre-Velho ensinava: A voz tem que chegar a traste para ter grandezas... Ele tinha uma voz de harpas destroçadas.

apropriado por ana
meu deus do céu a robertinha tá nervosa porque ela não tem aquela calça rosa que ela tanto precisava pra poder ficar bonita mas tudo custa dinheiro e ela quer comprar o mundo inteiro uh uh uh a robertinha ie ie.

apropriado por matheus matheus
os emirados árabes fazem sombra de lua amarela. e eu nunca sei se há gente trepada nos galhos das árvores que moram na minha calçada. eu não sei se ela sabe o caminho de casa e nem se sente o cheiro do sol. os emirados, as gabirobas, os cocorutos... tudo faz som ou tomba.

aVERDADEsobreOtempo

"ele pensa que a vida ficou pra trás. então finge que nem liga, que tanto faz. e o ar que já lhe passou pelos pulmões, de tão velho já quer ir descansar. daqui pro futuro falta só um piscar que é pro tempo não mais nos enganar. oh não! oh não! a vida é muito mais que os dias, que os deuses, que jornais."

fragmentos

apropriados por matheus matheus

descança coração

não sei pra onde vou, não sei se vou ficar.
cansei, não quero mais pensar
cansei de esperar
hoje eu quero somente esquecer

apropriado por matheus matheus
"aristóteles se fudeu nisso!"

nunca vou esquecer essas sábias palavras enquanto estiver dando vazão aos meus neuróticos impulsos categorizadores!
o dia vai morrer aberto em mim

apropriado por luana
Tirei na sorte pra você: "poema é um lugar onde a gente pode afirmar que o delírio é sensatez..."

apropriado por luana
Bom dia! Agora nasceu um novo dia, doutor zezé! Bom dia, dona mariquinha! Bom dia, doutor zezinho!

apropriado por ana
minha força está na solidão. não tenho medo nem de chuvas nem de grandes tempestades soltas... pois eu também sou o escuro da noite

apropriado por lorena
qualquer maré qualquer coisa qualquer lugar. fabulosos destinos de robertinhas nervosas, seminais semáforos sentimentais e daqui pro futuro até o fim do mundo ou até o fim de mim. textos curtos amplos agridoces. o barquinho vai e la nave va. flana-se: é-se flâneur. é se flanar por estes lugares. vapores baratos, anjos exterminados e rádios ligados. janelas de quartos, telas de textos, esquadros. leia, deixe seu comentário! www.palavrassorteadas.zip.net =-)

2 de set de 2008

kréu krio

KREU KRIO E O ESPAÇO:A Kreu Krio, a BIANAL autônoma do Mercado Novo rolou e foi muito foda. Houve uma interação legal entre o evento e o Espaço. A galera que foi participar da KK conheceu o Espaço, pegou coisas na loja grátis, e também muitas pessoas que usam o mercado ou trabalham nele fizeram isso. Um dono de gráfica do andar de baixo nos ofereceu serviços a preço de custo. Paulo publicou um relato no CMI: http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2008/08/427327.shtml

EXPOSIÇÂO ESSA SEMANA:Os tapumes ficaram expostos no andar e não sabemos se vai ficar assim (pq o condomínio não tinha concordado com isso antes).Se acontecer de ter que colocar tudo pra dentro da loja seria muito sugerir que quem abrisse a loja nesses dias pudesse "montar" a exposição, colocando pra fora os tapumes em lugares espalhados do andar? João Perdigão disse que não poderão ficar todo dia lá pra abrir a exposição.Acho isso muito importante tanto pra galera da arte de rua quanto pro espaço. As pessoas vão visitar a exposição e de quebra conhecer o espaço.

20 de ago de 2008

ESPELHO ESPELHO!

espelho, espelho meu... existe alguém mais anti-social do que eu? e alguém mais anti-socialista - pró-cu, pró-cuba-libre, anti-cuba

LISONJA

maus poemas maus meus poemas maus só arrisco na prosa só há risco na prosa há quem diga que faço poesia fico lisonjeado liricamente

AMOR AO ATO

escrevia na escrivaninha sem parar mesmo exausto continuava como já dizia velho amigo - escrever é sentar a bunda na cadeira e atuar

DA HORA

emergencialmente te chamo pra dançar odara ao som de naracaetano pra tudo na gente ficar da hora - nem antes nem depois

O SOPRO

idéia chega sem saber o que vai ser folha cheia de garranchos que só quem escreveu entende água viva - um sopro de vida

ÁGUA VIVA

belagressiva flor fálica pulsando no lado de baixo do mar no lado de dentro da tela - outros planos sigo rascunho de mim mesmo

MEU NOME MAIS SECRETO

há uma hora em que não tenho nome acordo não me lembro do meu sonho fabriquei poemas em meio às poluções?
"quando penso no que já vivi, parece que fui deixando meus corpos pelos caminhos." (haia)

apropriado por matheus matheus

19 de ago de 2008

marginalia

olá a todos,

gostaria de convidá-los a visitar o blog http://marginalia-project.blogspot.com

este é um projeto de arte computacional que eu e um amigo - andré mintz - começamos a desenvolver há pouco em processing. acabamos de testar a primeira versão do mesmo e publicamos o blog com maiores informações e um vídeo do teste (que também pode ser acessado em um dos seguintes links: http://www.vimeo.com/1129707 ou http://www.youtube.com/watch?v=aSO2MHiNLNg).

basicamente,
a versão atual do projeto [marginalia 1.0 beta] se resume a uma
interface em que o espectador exerce influência sobre uma imagem
projetada com o uso de uma lanterna. assim, de forma análoga ao que
ocorre quando utilizamos uma lanterna em um ambiente escuro, ao
direcionar o feixe de luz para uma área específica da área projetada
[até então preta] um vídeo começa a ser revelado nas áreas iluminadas.
um rastro é produzido, o que possibilita desenhar com a luz de forma
similar ao que ocorre com fotografias de longa e múltipla exposição
[light painting].

abraços,

pedro veneroso.


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Abrem-se portas e janelas para que haja um cômodo:
a função do cômodo está no seu vazio.

fanzine paideuma, livros de carimbos

Caríssimos amigos,

"No próximo sábado, 14 de junho, na Livraria Scriptum, a partir das 12h, acontece um inusitado lançamento. Dos livros de poesia "Carimbalas", de Carlos Barroso, e "Carimbos", de Marcelo Dolabela; e do Fanzine "Paideuma", editado por Carol Lara.

Os livros trazem uma característica especial: são impressos com carimbos. Os "Carimbalas" é um artesanal, todos os poemas e textos de apresentação foram carimbados manualmente. O "Carimbós" teve sua arte realizada a partir de carimbos, porém foram impressos xerograficamente, esta opção se deu pela diversidade de formatos de poemas - do haicai ao poema visual - que inviabilizaria sua produção manual.

Ambos põem em circulação uma das técnicas - Rubber Art - mais utilizadas pelas vanguardas poéticas e visuais - Dada, Modernismo, Poesia Concreta, Poema Processo, Poesia Marginal e Arte Postal. O carimbo, de símbolo de borocracia, se transforma em linguagens e tranporte artísticos.

Da forma mais primitiva de se reproduzir um texto se amplia em uma inventiva técnica de se compor o texto poético.

O "Paideuma" é um fanzine-dobradura que busca uma dicção experimental para as múltiplas possibilidades do epigrama. Neste número estréia, traz poemas de Carlos Barroso, Carol Lara, Erde Rodrigues, Francesco Napoli, Hugo Lima, Makely Ka, Marcelo Dolabela, Michel Mingote, Raíssa Machado, Vara Casa Nova, e Zéfere e imagens dos artistas plásticos: João Maciel, Luana Aires e Rafael Perpétuo"

A partir das 13h, haverá um recital-ação-performance com os poetas participanetes do fanzine.

Livraria Scriptum - Rua Fernandes Tourinho 99 – Savassi – telefone: 3223-1789

Estão todos convidados!

com o meu abraço,

Raíssa Machado.

http://passosdealice.blogspot.com

kaza vazia

Oi marcos,

1- Indico um texto escrito pela clarice lacerda e publicado no site da revista A-Desk.(jogue a-desk no buscador e vai encontrar em um dossie da oficina que a revista deu em B.H. ocasião que o texto foi escrito).

2- Dica 2, acompanhar os emails e ir nos encontros.

3- No wiki tem uma página da kaza. Vale conferir.

4-Só para dar uma idéia, o que a kaza mais faz é discutir-se, por isso mesmo um livro poderia ajudar a sistematizar (a palavra é péssima, sorry!) os processos.

Sei que outras pessoas poderão te responder melhor do que eu,
no mais é isso.

Aguardemos.
Abraço.
sylvia






2008/5/24 marcos assis <marcos_arquivo@yahoo.com.br>:
olás

eu sou novo por aqui. gostaria que alguém me explicasse algumas coisas:


- os projetos e idéias do grupo: o que tem pra se fazer (como o livro que a moça falou) o que querem fazer, e como. diferentes propostas e sugestões (mesmo que não consensuais. só quero saber a quantas anda a efervecência de idéias)

- e a natureza do grupo: já foram estabelecidas (pelo menos discutidas) algumas diretrizes? metas? "características intrísecas"? ou vocês (agora nós) (como grupo) não estamos nem aí pra isso? ou estamos sim mas não queremos definir nada?


sabendo essas coisas poderia participar das discussões.
(democratizem/socilizem minha participação no grupo por favor!!!)



grande abraço

marcos assis





Syl amelia <sylviamelia@gmail.com> escreveu:
Estou de volta. À KAZA e à Cidade. Com uma carta longa. Com muitas saudades de nós.
Já faz uma cara, não! Sigo por tópicos, as questões gerais:
1- Algo pra pensar é se temos fôlego, disposição, vontade (desejo) de levar a trocaria adiante. Esfriou né! Marina já deu a deixa.
Quero ir ao mercado na segunda de manhã pra buscar meus cifrões e aproveitar para rever aquele lugar. Ficou muita coisa pra trás Júnia , no depósito do gringo? Alguém está disponível?
2 - A feira de metáforas e trocadilhos (aliás, a palavra metáfora ficou fora do jargão contemporâneo desde a década de 60 quando ao invés de representar a arte buscou apresentar, ser e estar... ). Avessa a tendências, afirmo que pode sim acontecer de acontecer esta feira fora de moda, vou conversar com o gringo, avaliar condições de trabalho, iluminação, logística, etc, e preparar algo que poderá ser um bom projeto pra lei de incentivo, pro ano que vêm, com alguma infra e apoio. De fato, na raça vai ser foda produzir isso.
3- Estou em débito comigo e com a kaza desde ouro preto, os textos que comecei e não terminei e a vontade incubada que vira e mexe volta e eu resmungo: putz e aquele texto! Apesar do atraso, gosto de ter distanciamento temporal e eles vão sair.
Dá pra fazer um paralelo com uma comida rara que precisa de tempo para ser feita. Lavar, limpar, deixar de molho, marinar, depois em banho-maria e mais adiante assar por horas, e então comer, bem assado, suculento e com casquinha dourada.
É claro, que muitas vezes alguns pratos / trabalhos já estão no molho sem que a gente saiba, e aí, quando o cheiro vem, parece que foi fast-food, mas não, ele já estava lá no fundo do forno...
4- Sobre o LIVRO e a retrospectiva kaza vazia, vou dizer o que venho pensando. O viça encabeçou, discutiu-se com o grupo e ainda há tarefas, as fotos a serem reunidas, as lacunas e tudo mais. Não participei destas discussões, mas me coloquei favorável e solicitável. Não sei em que pé que tá. Um livro daria um boom para a kaza, com o pé no profissionalismo da arte, com a possibilidade de circulação, intercâmbio, alastramento...
Tudo isso é ótimo. Se for fundamental, porque já são 7 edições e tem história e tudo mais, e principalmente os artistas se sentirem maduros para responder por pesquisas ainda iniciais, em muitos casos, ótimo. Só que tem uma coisa, se algo tem que ser feito, tem que ter prazer. Fazer de pressão, porque tem uma empresa interessada, uma verba e tudo mais, com o tesão de um ou de dois, fica penoso, arrastado, uma coisa chata.
No fundo, no fundo, eu deixaria este livro no tempero mais um tempo. E já digo, é fácil preu falar isso, eu não acompanhei o processo desde o início, não é o meu desejo/ trabalho que está em jogo.
E se caso eu tiver falando uma bobagem, acho, de qualquer forma, fundamental amadurecer a linha editorial deste livro antes de qualquer coisa.
Tenho um palpite que centrar na idéia, proposta, de como é (foi, está sendo) fazer uma kaza vazia, um livro dos procedimentos, os tantos kazos de kada kaza, enquanto processo de experimentação e vivência, vivida até então. (estou inventando a roda? Vcs. Já discutiram isso?)
No projeto deste livro, pra mim, vejo que a autoria vem depois do processo. Percebo é seria muito mais negócio fazer algo pra gente (se entender), desenrolar o fio da meada que está embolado (na soleira de fora da porta) de forma que possamos refazer os caminhos por onde este fio passou. Se o livro for algo pro outro entender a gente (vocês), vai ser apenas mais uma lápide, como todo livro de alguma forma é, mais um catálogo na estante. Se a KAZA é aberta, o livro também poderia ser, alguém já disse isso. Assim eu acredito. Como? Não sei. Tenho outros palpites, podemos conversar sobre isso, mas parte sobretudo da idéia do projeto de uma KAZA. A kaza como projeto, processo.
UM ENCONTRO
Gostaria que a kaza viesse me visitar em casa. Um churrasco! Quem topa?
Beijo, aguardo os comentários.
SAUDADES.
Syl

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